Ahimsa: “não-violência”. Não basta não sair por aí batendo nas pessoas :)
A não-violência pode ser aplicada a tudo, e em algumas áreas da vida não é tão fácil de praticar.
Um exemplo simples e bem pessoal:
Eu gosto muito de comer, e como mesmo quando não estou com fome, pelo sabor mesmo, e sinto que meu corpo gasta muita energia apenas digerindo toda a comida que boto para dentro, sem às vezes nem pensar.
Como também para aliviar a ansiedade, e não penso no gasto metabólico necessário para digerir, distribuir, absorver os nutrientes e excretar o que não pode ser aproveitado.
Não penso que meu corpo também precisa se “limpar” de tempos em tempos após o intake de comida, além de se desintoxicar de muitos tóxicos que infelizmente vêm junto com ela ou são liberados no processo *.
Então, ao invés de nutrir o corpo, estou colocando uma carga maior de estresse sobre ele. Isto é violência. Também é falta de contenção e apego aos sentidos. Numa linguagem bem cristã: “gula” mesmo. Só que o que é um dos pecados capitais para a igreja católica é uma prática a ser melhorada aqui.
Não sou uma pecadora. Apenas com mais dedicação, com o tempo vou melhorar minha prática dos Yamas e dos Niyamas. Até lá, vou me considerando uma “Budha em desenvolvimento”.
É por essas e outras que a abordagem da Yoga funciona bem para mim. Aliás, é perfeita para mim. Me faz sentir bem-vinda, perfeita e segura.
Não sou pecadora, sou praticante.
A abordagem da Yoga pode não servir para você, pois cada pessoa é única. Talvez a abordagem de uma igreja, católica ou não, combine mais com você. Go for it. Eu acredito que a diversidade religiosa é uma das riquezas da humanidade.
Namastê.
* Além disso, comendo em exagero, estou aplicando uma sobrecarga no planeta, na nossa Mãe-Terra, e também em relação aos animais e plantas. Pensar nisso me ajuda a praticar melhor.
Se eu me sentisse culpada em relação a isso e começasse uma dieta radical de uma hora para outra também seria violência. Ao invés disso, prefiro tomar passos simples, que não me farão mal, mas que terão um grande impacto positivo, tanto para minha prática quanto para o bem-estar geral.
Por exemplo, eu me faço a pergunta:
- Será que preciso de açúcar no suco?
Parece simples, mas já faz a diferença, pois o açúcar é formado por moléculas complexas que dão um trabalhão para o meu corpo digerir e absorver. Além disso, liberam grande quantidade de energia, que não vou ter como gastar, gerando mais ansiedade e me levando a procurar mais comida para relaxar, sobretudo açúcares, me prendendo num círculo vicioso que não quero para mim. Ninguém quer né, vamos combinar.
Além disso, as frutas já vêm com açúcar. E sem os tóxicos encontrados no tipo refinado. #ficaadica